Microrganismos benéficos do intestino: flora normal explicada
Os microrganismos benéficos do intestino são bactérias, arqueias e leveduras que vivem na microbiota intestinal e podem contribuir para a digestão, a barreira intestinal e o equilíbrio das respostas imunitárias. Não existe uma lista única de microrganismos benéficos nem uma composição ideal igual para todas as pessoas: a microbiota varia com a alimentação, a idade, os medicamentos, o ambiente e outros fatores.
Neste artigo, encontra exemplos de três, quatro, cinco e dez microrganismos frequentemente estudados, as suas principais funções e formas seguras de apoiar a saúde intestinal.
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O que é a flora normal?
Flora normal é uma expressão tradicional para designar os microrganismos que vivem habitualmente no corpo sem causar doença nas condições normais. Atualmente, os termos microbiota e microbiota intestinal são mais usados, porque descrevem melhor a comunidade de bactérias, vírus, fungos e arqueias presentes no intestino.
Esta comunidade não é estática. A sua composição pode mudar ao longo da vida e não é possível determinar o equilíbrio intestinal apenas pela presença ou ausência de uma espécie. Além disso, um microrganismo pode ter efeitos diferentes consoante a estirpe, a quantidade, o local onde se encontra e o contexto de saúde da pessoa.
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Quais são os microrganismos benéficos do intestino?
Em vez de procurar um número fixo de microrganismos essenciais, é mais rigoroso falar de grupos e espécies associados a funções úteis. Os exemplos seguintes são frequentemente investigados, mas a sua presença não garante, por si só, um determinado estado de saúde.
Três exemplos importantes
- Bifidobacterium: participa na fermentação de fibras e é particularmente comum no início da vida. Algumas estirpes são utilizadas em alimentos ou suplementos probióticos.
- Lactobacillus: algumas espécies e estirpes produzem ácido láctico e podem contribuir para a fermentação de alimentos e para o equilíbrio de determinados ambientes do organismo. Nem todas as estirpes têm os mesmos efeitos.
- Faecalibacterium prausnitzii: uma bactéria intestinal associada à produção de butirato, um ácido gordo de cadeia curta que serve de fonte de energia para células do cólon.
Quatro exemplos adicionais
- Roseburia: inclui bactérias capazes de produzir butirato a partir da fermentação de fibras.
- Akkermansia muciniphila: utiliza componentes da camada de muco intestinal e é estudada pela sua relação com a integridade da barreira intestinal.
- Bacteroides thetaiotaomicron: ajuda a degradar vários tipos de fibras e polissacáridos presentes na alimentação.
- Eubacterium rectale: participa na fermentação de fibras e pode contribuir para a produção de ácidos gordos de cadeia curta.
Cinco microrganismos frequentemente associados à microbiota intestinal
Se a pergunta for quais são cinco microrganismos benéficos, uma resposta possível é: Bifidobacterium, Lactobacillus, Faecalibacterium prausnitzii, Roseburia e Akkermansia muciniphila. Esta é uma seleção de exemplos, não uma classificação universal.
Também podem ser encontrados ou estudados outros microrganismos, como a levedura Saccharomyces boulardii. No entanto, uma levedura usada como probiótico não é necessariamente um habitante permanente do intestino.
Dez exemplos úteis para compreender a diversidade
Uma lista ilustrativa de dez microrganismos ou grupos frequentemente estudados inclui:
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- Lactobacillus
- Faecalibacterium prausnitzii
- Roseburia
- Akkermansia muciniphila
- Bacteroides thetaiotaomicron
- Eubacterium rectale
- Blautia
- Anaerostipes
- Saccharomyces boulardii
As funções atribuídas a estes microrganismos dependem da espécie e da estirpe. Por isso, não é correto interpretar uma lista de dez nomes como uma receita para atingir uma microbiota ideal ou como uma indicação para tomar suplementos.
O que fazem os microrganismos intestinais?
- Fermentação de fibras: alguns microrganismos transformam fibras que não são totalmente digeridas no intestino delgado em ácidos gordos de cadeia curta, como acetato, propionato e butirato.
- Apoio à barreira intestinal: os produtos da fermentação e a interação com o muco podem contribuir para o funcionamento normal do revestimento intestinal.
- Resistência à colonização: uma comunidade microbiana diversificada pode competir por nutrientes e espaço com alguns microrganismos potencialmente nocivos.
- Interação com o sistema imunitário: a microbiota comunica com os tecidos do intestino e participa na regulação das respostas locais, sem significar que previna ou trate doenças.
- Produção de determinados compostos: algumas bactérias podem produzir vitamina K ou participar no metabolismo de vitaminas do grupo B, mas a contribuição varia e não substitui uma alimentação equilibrada.
Como apoiar uma microbiota intestinal diversificada?
- Coma uma variedade de alimentos vegetais: legumes, fruta, leguminosas, frutos secos, sementes e cereais integrais fornecem fibras diferentes.
- Aumente a fibra gradualmente: uma mudança rápida pode causar gases ou inchaço. A tolerância individual é importante e a hidratação adequada pode ajudar.
- Inclua alimentos fermentados se os tolerar: iogurte, kefir, chucrute ou outros alimentos fermentados podem fazer parte de uma alimentação variada. Nem todos contêm probióticos com benefício demonstrado.
- Evite usar antibióticos sem indicação: estes medicamentos devem ser tomados apenas de acordo com orientação de um profissional de saúde. Não deve interromper um tratamento prescrito por iniciativa própria.
- Considere o contexto individual: se tem uma doença, segue uma dieta restritiva, está grávida ou tem sintomas persistentes, peça aconselhamento a um profissional de saúde antes de fazer alterações importantes ou tomar suplementos.
Probióticos, prebióticos e microbiota: qual é a diferença?
Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidade adequada e com evidência para uma estirpe específica, podem proporcionar um benefício à saúde. O efeito não é igual para todos os produtos, pessoas ou objetivos.
Prebióticos são substratos, frequentemente fibras, utilizados seletivamente por microrganismos do organismo e associados a um benefício para a saúde. Inulina, alguns frutooligossacáridos e amido resistente são exemplos de componentes que podem ter efeito prebiótico, dependendo da definição e do contexto.
Os microrganismos usados na agricultura, como Rhizobium ou Trichoderma, têm funções diferentes e não devem ser confundidos com probióticos destinados ao consumo humano.
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É possível saber se a flora normal está equilibrada?
Sintomas como inchaço, alterações do trânsito intestinal ou desconforto abdominal podem ter muitas causas. Não permitem diagnosticar disbiose nem identificar, por si só, quais os microrganismos responsáveis. Se forem persistentes, intensos, se agravarem ou forem acompanhados de sinais preocupantes, procure avaliação médica.
Um teste do microbioma intestinal pode descrever determinados microrganismos detetados numa amostra de fezes, consoante o método utilizado. Contudo, estes testes não fornecem necessariamente um diagnóstico clínico, não estabelecem sozinhos a causa dos sintomas e devem ser interpretados com cautela. Os resultados não substituem a avaliação de um profissional de saúde.
Perguntas frequentes
O que são microrganismos benéficos?
São microrganismos que, em determinadas condições, podem desempenhar funções úteis no organismo, como fermentar fibras, produzir compostos metabólicos e interagir com a barreira intestinal. O benefício depende da espécie, da estirpe e do contexto; por isso, não se deve considerar que todas as bactérias são sempre benéficas ou prejudiciais.
Quais são cinco microrganismos benéficos?
Cinco exemplos frequentemente estudados são Bifidobacterium, Lactobacillus, Faecalibacterium prausnitzii, Roseburia e Akkermansia muciniphila. Esta lista é meramente exemplificativa e não representa uma hierarquia universal.
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Quatro exemplos são Bifidobacterium, Lactobacillus, Faecalibacterium prausnitzii e Roseburia. Existem muitas outras combinações possíveis, porque a microbiota intestinal é diversificada.
Quais são dez microrganismos úteis?
Entre os exemplos mais estudados encontram-se Bifidobacterium, Lactobacillus, Faecalibacterium prausnitzii, Roseburia, Akkermansia muciniphila, Bacteroides thetaiotaomicron, Eubacterium rectale, Blautia, Anaerostipes e Saccharomyces boulardii. A utilidade não é automaticamente igual em todas as pessoas ou produtos.
Os probióticos são necessários para ter uma microbiota saudável?
Não necessariamente. Uma alimentação variada e rica em fibras pode apoiar a microbiota, mas as necessidades individuais diferem. Os probióticos podem ser adequados em situações específicas, embora o benefício dependa da estirpe e do objetivo. Fale com um profissional de saúde antes de os utilizar para tratar sintomas.
Em resumo
A flora normal, ou microbiota intestinal, é uma comunidade dinâmica com milhares de microrganismos. Alguns participam na fermentação de fibras, na produção de ácidos gordos de cadeia curta e na interação com a barreira intestinal. Não existe um número fixo de microrganismos que todas as pessoas devam ter. Uma alimentação diversificada, atenção aos sintomas e aconselhamento profissional quando necessário são abordagens mais seguras do que tentar corrigir a microbiota com base numa lista isolada.