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Bactérias intestinais: sintomas, tipos e como as apoiar

As bactérias intestinais fazem parte da microbiota intestinal e contribuem para a digestão, a barreira intestinal e a regulação do sistema imunitário. Este guia explica possíveis sinais de disbiose, os principais grupos funcionais de microrganismos e medidas práticas para apoiar a flora intestinal, como diversificar as fibras, incluir alimentos fermentados, dormir bem e procurar aconselhamento clínico quando os sintomas persistem.
10 Gut Bacteria That Play a Role in Immunity

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As bactérias intestinais vivem em comunidade no aparelho digestivo e desempenham funções relacionadas com a digestão, a barreira intestinal e a regulação do sistema imunitário. Quando a composição ou o funcionamento desta comunidade se altera, pode ocorrer disbiose. Neste guia, verá quais os sintomas possíveis, o que pode perturbar a microbiota e que hábitos podem ajudar a apoiá-la de forma segura.

O que são as bactérias intestinais?

As bactérias intestinais são microrganismos que vivem sobretudo no intestino grosso, juntamente com outros membros da microbiota, como vírus, fungos e arqueias. O termo microbiota intestinal refere-se à comunidade de microrganismos; microbioma pode referir-se ao conjunto dos microrganismos e do seu material genético.

Esta comunidade participa na fermentação de fibras, na produção de alguns metabolitos, na manutenção da barreira intestinal e na interação com as células imunitárias. A composição da microbiota varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada pela alimentação, idade, medicação, sono, stress, atividade física e estado geral de saúde. Não existe uma composição única que seja ideal para todas as pessoas.


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Sintomas associados a um possível desequilíbrio

A disbiose descreve uma alteração da composição ou da atividade da microbiota. Os sinais abaixo podem ocorrer em várias situações e, por si só, não permitem identificar a causa:

  • gases, inchaço ou alterações do trânsito intestinal;
  • obstipação, diarreia ou alternância entre ambas;
  • desconforto ou dor abdominal;
  • alterações do apetite ou da tolerância a determinados alimentos;
  • cansaço ou sensação de falta de energia.

Estes sintomas também podem estar relacionados com intolerâncias, infeções, doenças gastrointestinais, efeitos de medicamentos ou outros fatores. Se forem persistentes, intensos, acompanhados de sangue nas fezes, febre, vómitos, perda de peso involuntária ou sinais de desidratação, procure avaliação médica. A microbiota não deve ser usada para fazer um autodiagnóstico.

O que pode perturbar as bactérias intestinais?

Alguns fatores podem alterar temporariamente a microbiota ou o ambiente intestinal:


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  • Antibióticos: podem afetar bactérias causadoras de infeções e também bactérias não patogénicas. Devem ser tomados apenas quando prescritos e de acordo com as indicações do profissional de saúde.
  • Alimentação pobre em fibras: uma dieta com pouca variedade de vegetais, fruta, leguminosas e cereais integrais oferece menos substratos para a fermentação bacteriana.
  • Excesso de álcool e alimentos ultraprocessados: podem estar associados a um padrão alimentar menos favorável à diversidade da microbiota, sobretudo quando substituem alimentos ricos em fibra.
  • Stress prolongado e sono insuficiente: podem influenciar a motilidade intestinal, os hábitos alimentares e o ambiente gastrointestinal.
  • Doenças e outros medicamentos: podem modificar o trânsito intestinal ou a composição microbiana. Não altere tratamentos sem falar com um profissional de saúde.

Quais são os principais tipos de bactérias intestinais?

Não há uma classificação médica universal em apenas quatro tipos. Uma forma útil de explicar a microbiota é agrupá-la por função, reconhecendo que uma mesma bactéria pode desempenhar mais do que um papel:

  • Bactérias protetoras: algumas espécies de Bifidobacterium e lactobacilos podem competir com microrganismos indesejáveis e interagir com a barreira intestinal.
  • Produtoras de ácidos gordos de cadeia curta: géneros como Faecalibacterium, Roseburia e Eubacterium podem fermentar fibras e produzir compostos como o butirato.
  • Associadas à camada de muco: Akkermansia muciniphila interage com a mucina e tem sido estudada pela sua relação com a barreira intestinal.
  • Comensais e moduladoras do sistema imunitário: grupos como Bacteroides e alguns clostrídios residentes podem participar na interação entre a microbiota e o sistema imunitário.

Também não existe uma lista simples de três tipos de bactérias intestinais más. Algumas bactérias podem ser normais no intestino em determinadas quantidades, mas causar problemas quando há desequilíbrio ou quando pertencem a estirpes produtoras de toxinas. A identificação de um microrganismo isolado não substitui uma avaliação clínica.

Como apoiar a flora intestinal

As mudanças devem ser graduais e adaptadas à tolerância individual. O objetivo não é eliminar todas as bactérias, mas favorecer um ambiente intestinal diversificado:

  1. Aumente a variedade de fibras: inclua, ao longo da semana, legumes, fruta, leguminosas, aveia, cereais integrais, frutos secos e sementes. Se não está habituado a muita fibra, aumente lentamente e mantenha uma boa hidratação.
  2. Experimente alimentos fermentados: iogurte natural, kefir, chucrute e kimchi podem conter microrganismos vivos. Verifique os rótulos e escolha opções adequadas às suas necessidades.
  3. Inclua fontes de polifenóis: frutos vermelhos, azeite, chá e cacau com elevado teor de cacau fornecem compostos que podem ser utilizados ou transformados pela microbiota.
  4. Limite o excesso de ultraprocessados e álcool: substituí-los por alimentos pouco processados pode melhorar a qualidade global da alimentação.
  5. Cuide do sono, do movimento e do stress: atividade física regular, horários de sono consistentes e estratégias de relaxamento podem apoiar a saúde intestinal em conjunto com a alimentação.
  6. Use probióticos com critério: os efeitos dependem da estirpe, da dose e da situação individual. Um suplemento não é obrigatório nem adequado para todas as pessoas; peça orientação a um profissional de saúde, especialmente se tiver uma doença, estiver grávida ou tiver o sistema imunitário comprometido.

Dez bactérias e grupos estudados pela sua relação com a saúde intestinal

A investigação sobre estas bactérias é promissora, mas a presença de um microrganismo não garante um benefício clínico. A resposta pode variar conforme a estirpe, a quantidade, o resto da microbiota e o estado de saúde da pessoa.

1. Faecalibacterium prausnitzii

É um produtor de butirato associado à fermentação de fibras e à função da barreira intestinal. A sua abundância pode variar em diferentes contextos de saúde, mas não é um marcador diagnóstico isolado.

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2. Akkermansia muciniphila

Interage com a camada de muco intestinal e é estudada pela possível relação com a integridade da barreira e o metabolismo. A sua presença não deve ser interpretada isoladamente.

3. Bifidobacterium longum

Algumas estirpes podem produzir acetato e interagir com a barreira intestinal e com o sistema imunitário. Os efeitos dependem da estirpe específica.

4. Bifidobacterium bifidum

É encontrada no intestino humano e tem sido estudada pela interação com a mucosa e pela possível influência na resposta imunitária local.

5. Lacticaseibacillus rhamnosus GG

Esta estirpe é utilizada em alguns produtos probióticos e foi estudada em diferentes contextos digestivos. Um produto que a contenha não é automaticamente adequado para todas as pessoas.

6. Lactiplantibacillus plantarum

Pode estar presente em alimentos vegetais fermentados e produz ácido láctico. Algumas estirpes são investigadas pela interação com a barreira intestinal.


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7. Bacteroides fragilis não toxigénico

Algumas estirpes não toxigénicas produzem polissacáridos que podem participar na comunicação com as células imunitárias. As estirpes toxigénicas são diferentes e exigem contexto clínico.

8. Espécies de Roseburia

São produtoras de ácidos gordos de cadeia curta e podem beneficiar de uma alimentação com fibra diversificada.

9. Ruminococcus bromii

Ajuda a decompor amido resistente, disponibilizando produtos que podem ser utilizados por outras bactérias na produção de ácidos gordos de cadeia curta.

10. Clusters IV e XIVa de clostrídios

Este agrupamento inclui bactérias residentes, como algumas espécies de Eubacterium, associadas à produção de butirato e à interação com células T reguladoras. A designação refere-se a grupos de investigação e não a uma única bactéria.

Perguntas frequentes sobre bactérias intestinais

Quais são os sintomas de um desequilíbrio das bactérias intestinais?

Podem incluir gases, inchaço, obstipação, diarreia, desconforto abdominal e alterações do bem-estar. São sintomas inespecíficos. Se persistirem ou forem graves, procure avaliação médica em vez de tentar identificar a causa apenas através da microbiota.

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Como posso melhorar ou corrigir a minha flora intestinal?

Não existe uma correção rápida ou igual para todas as pessoas. Uma alimentação variada, com fibras suficientes, alimentos pouco processados e, se forem bem tolerados, alimentos fermentados pode ajudar a apoiar a microbiota. Sono regular, atividade física e gestão do stress também são relevantes. Probióticos ou outros suplementos devem ser discutidos com um profissional de saúde.

O que mata as bactérias intestinais?

Os antibióticos podem reduzir algumas bactérias, mas não devem ser evitados quando são clinicamente necessários. Uma dieta pobre em fibra, o consumo excessivo de álcool, alterações do trânsito intestinal, doença, stress e outros medicamentos também podem perturbar a comunidade microbiana. Não tente eliminar bactérias intestinais com produtos ou dietas restritivas sem orientação profissional.

Quais são os três tipos de bactérias intestinais más?

Não há três tipos universais de bactérias más. O risco depende da espécie, da estirpe, da quantidade e do contexto. Algumas bactérias potencialmente patogénicas podem causar problemas quando se multiplicam ou produzem toxinas, mas a análise de sintomas ou de um teste de microbiota não deve ser usada para fazer um diagnóstico por conta própria.

O que mostram os testes de microbioma?

Os testes de microbioma intestinal analisam uma amostra de fezes e podem apresentar a abundância relativa de determinados microrganismos ou estimativas de diversidade. Estes resultados são um retrato limitado no tempo, dependem do método utilizado e não diagnosticam doenças nem determinam, por si só, qual o tratamento ou a dieta indicada. Use-os como informação educativa e converse com um profissional de saúde se tiver sintomas ou preocupações.

Em resumo

  • As bactérias intestinais fazem parte de uma comunidade complexa que interage com a digestão, a barreira intestinal e o sistema imunitário.
  • Gases, inchaço e alterações do trânsito podem ter muitas causas e não confirmam disbiose.
  • Variedade de fibras, alimentos pouco processados, sono, movimento e gestão do stress são bases práticas para apoiar a saúde intestinal.
  • Não existe uma lista universal de bactérias boas ou más, nem um número fixo de tipos intestinais.
  • Probióticos e testes de microbioma devem ser interpretados com cautela e não substituem aconselhamento clínico.

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