Novos tratamentos para a colite ulcerosa: avanços e opções
Os novos tratamentos para a colite ulcerosa incluem terapias biológicas mais dirigidas e medicamentos orais que podem ser considerados em pessoas com doença moderada a grave. Entre as opções mais recentes encontram-se o mirikizumab, o etrasimod e o upadacitinib. A escolha não depende apenas de qual é o medicamento mais novo: o gastroenterologista avalia a gravidade, os tratamentos anteriores, outras doenças, os riscos e os objetivos de cada pessoa.
As aprovações e a disponibilidade podem variar entre a União Europeia, Portugal e outros países. Por isso, a informação deste artigo é educativa e não substitui a consulta, a bula aprovada ou a orientação de um profissional de saúde.
Quais são os avanços mais recentes no tratamento?
O tratamento da colite ulcerosa evoluiu para incluir medicamentos que atuam em vias específicas da inflamação. Algumas opções recentes aprovadas para determinados adultos com doença moderada a grave incluem:
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- Mirikizumab: um anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina 23, ou IL-23, uma molécula envolvida na resposta inflamatória. É administrado inicialmente por perfusão e, em determinadas situações, pode prosseguir por injeção, de acordo com o esquema aprovado.
- Etrasimod: um modulador do receptor S1P tomado por via oral. Pode reduzir a circulação de determinados linfócitos, diminuindo a sua migração para os tecidos inflamados.
- Upadacitinib: um inibidor oral da JAK que interfere com sinais utilizados pelas células na resposta inflamatória. A sua utilização exige uma avaliação cuidadosa dos benefícios e dos riscos.
Estas terapias juntam-se a opções já utilizadas, como a mesalazina, os corticosteroides em situações específicas, imunomoduladores, outros biológicos e moléculas pequenas. Nem todas as opções são adequadas para todas as pessoas, e os critérios de comparticipação ou acesso podem mudar.
Como funcionam estas terapias?
Biológicos anti-IL-23
Os biológicos são proteínas produzidas em laboratório para reconhecer alvos específicos. Ao bloquear a IL-23, o mirikizumab pode reduzir uma via envolvida na inflamação intestinal. Uma ação mais dirigida não significa ausência de efeitos adversos: podem ser necessários rastreios, vacinação adequada e vigilância clínica antes e durante o tratamento.
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Moduladores S1P
O etrasimod atua sobre recetores S1P e altera a saída de determinados linfócitos dos gânglios linfáticos. Antes de iniciar este tipo de tratamento, o médico pode rever o historial cardíaco, o estado de vacinação e o risco de infeções, entre outros aspetos. O acompanhamento depende do perfil individual e da informação oficial do medicamento.
Inibidores de JAK
Os inibidores de JAK bloqueiam sinais intracelulares relacionados com citocinas inflamatórias. Podem ter uma ação relativamente rápida em algumas situações, mas estão associados a riscos que devem ser discutidos, incluindo infeções e determinados eventos cardiovasculares ou trombóticos em pessoas com fatores de risco. A decisão deve ser individualizada e acompanhada por um médico.
Quem pode beneficiar dos novos medicamentos?
Estas opções são geralmente ponderadas quando a doença é moderada a grave e quando a resposta a tratamentos anteriores foi insuficiente, deixou de ser adequada ou foi limitada por efeitos adversos. Também podem ser consideradas quando existe dependência de corticosteroides, sempre com o objetivo de evitar a sua utilização prolongada quando possível.
Para escolher entre medicamentos para a colite ulcerosa, o gastroenterologista pode considerar:
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- os sintomas, análises, exames endoscópicos e outros indicadores clínicos;
- tratamentos anteriores e respetiva resposta;
- idade, gravidez ou planos de gravidez, infeções anteriores e outras doenças;
- preferência por comprimidos, perfusões ou injeções;
- monitorização necessária, segurança e acesso ao tratamento.
Não deve iniciar, interromper ou alterar um medicamento sem falar com a equipa que acompanha a sua doença. Sangue nas fezes em grande quantidade, dor intensa, febre, desidratação ou agravamento rápido justificam contacto médico urgente.
Existe um medicamento mais eficaz para toda a gente?
Não existe um único medicamento considerado o mais bem-sucedido para todas as pessoas com colite ulcerosa. A eficácia observada em estudos não permite prever exatamente a resposta individual, e a escolha deve equilibrar controlo da doença, segurança, conveniência e preferências pessoais. O médico pode ainda definir objetivos como melhoria dos sintomas, ausência de inflamação mensurável e redução do risco de recaídas.
O que poderá acontecer até 2026?
A investigação continua a estudar novas moléculas, combinações de tratamentos, formas diferentes de administração e marcadores que possam ajudar a prever a resposta. No entanto, não é possível garantir quais os medicamentos que serão aprovados ou disponibilizados em Portugal até 2026. Ensaios clínicos e resultados promissores não equivalem a tratamentos aprovados.
A chamada medicina de precisão é uma área de investigação, mas ainda não permite escolher de forma fiável o tratamento apenas com base num teste individual. As decisões devem continuar a apoiar-se na avaliação clínica e nas recomendações atualizadas.
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Como é tratada a colite ulcerosa no Japão?
No Japão, a colite ulcerosa é acompanhada por especialistas e tratada com medicamentos anti-inflamatórios, imunomoduladores, biológicos e outras terapias aprovadas pelas autoridades locais. A disponibilidade, as indicações e os nomes comerciais podem diferir dos utilizados em Portugal. O Japão também participa em investigação clínica, mas não existe um método japonês único que seja comprovadamente superior para todas as pessoas.
Qual é o papel do microbioma intestinal?
O microbioma intestinal está associado à saúde do intestino e é estudado em relação à inflamação e à resposta aos tratamentos. Ainda assim, os testes comerciais ao microbioma não são, por regra, ferramentas suficientes para diagnosticar a colite ulcerosa ou escolher um medicamento específico. Os resultados podem variar e devem ser interpretados com cautela.
Uma alimentação equilibrada e adequada à tolerância individual pode contribuir para o bem-estar geral, mas não deve substituir o tratamento prescrito. Antes de usar probióticos, suplementos ou dietas restritivas, converse com um profissional de saúde, sobretudo durante uma crise ou se existir perda de peso.
Existe uma cura para a colite ulcerosa?
Atualmente, não existe uma cura medicamentosa definitiva para a maioria das pessoas. O objetivo do tratamento é controlar a inflamação, alcançar e manter a remissão, proteger a mucosa intestinal e preservar a qualidade de vida. Em situações específicas, a cirurgia pode ser discutida por uma equipa especializada, mas não é uma decisão adequada para todos os casos.
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Qual é o novo tratamento para a colite ulcerosa em 2026?
Não é possível confirmar antecipadamente quais serão as novas aprovações em 2026. Entre os avanços recentes estão o mirikizumab, o etrasimod e o upadacitinib, mas a disponibilidade e as indicações devem ser confirmadas junto do Infarmed, da equipa médica e da informação oficial atualizada.
Há algum avanço importante para a colite ulcerosa?
Sim. A expansão de terapias anti-IL-23, moduladores S1P e inibidores de JAK aumentou as opções para alguns casos moderados a graves. O avanço mais importante para cada pessoa é encontrar um tratamento eficaz e seguro, com acompanhamento regular e objetivos definidos.
O que devo perguntar ao gastroenterologista?
Pode perguntar qual é a atividade da doença, que opções são adequadas ao seu historial, quais os benefícios e riscos, que análises ou rastreios são necessários, quando será avaliada a resposta e o que fazer perante efeitos adversos ou agravamento dos sintomas.
Em resumo
- Os novos tratamentos incluem terapias dirigidas e medicamentos orais para situações selecionadas.
- Mirikizumab, etrasimod e upadacitinib têm mecanismos diferentes e requisitos de segurança próprios.
- Não existe um medicamento universalmente melhor para todas as pessoas.
- A investigação para 2026 é promissora, mas futuras aprovações não podem ser garantidas.
- O microbioma é uma área de investigação; os seus testes não substituem o diagnóstico nem a orientação médica.
- Qualquer alteração ao tratamento deve ser discutida com um gastroenterologista.