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Fibras fermentáveis: alimentos e benefícios para o intestino

As fibras fermentáveis chegam ao cólon e são utilizadas pela microbiota intestinal, podendo originar ácidos gordos de cadeia curta. Neste guia, explicamos o que é a fermentação da fibra, quais os alimentos mais ricos, como distinguir efeitos esperados como gases de sinais de alerta e que fibras fermentam menos. Encontre formas prudentes de aumentar a fibra e adapte a escolha dos alimentos à sua tolerância.
Eubacterium - a positive gut bacteria that breaks down dietary fibers

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As fibras fermentáveis são componentes dos alimentos vegetais que resistem à digestão no intestino delgado e chegam ao cólon, onde podem ser utilizados pelas bactérias intestinais. A fermentação produz ácidos gordos de cadeia curta, como acetato, propionato e butirato, além de gases. Para aumentar a fibra com segurança, prefira variedade, aumente as porções gradualmente e tenha em conta a sua tolerância digestiva.

O que são fibras fermentáveis?

A fibra alimentar não é digerida completamente pelo organismo. Algumas fibras chegam ao intestino grosso e são fermentadas pela microbiota, enquanto outras passam com pouca alteração. As fibras fermentáveis incluem vários tipos de fibra solúvel, amido resistente, pectina, beta-glucanos, inulina e frutooligossacarídeos (FOS), mas a solubilidade, por si só, não determina se uma fibra será fermentada.


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Durante a fermentação, as bactérias transformam parte destas fibras em metabolitos, incluindo os ácidos gordos de cadeia curta (AGCC). O butirato é uma fonte de energia para células do cólon e a fermentação da fibra pode contribuir para um ambiente intestinal equilibrado. A quantidade e o tipo de AGCC produzido dependem da fibra, da dose, do tempo de trânsito intestinal e da composição individual da microbiota.

A fermentação da fibra é benéfica?

Em geral, a fermentação da fibra faz parte do funcionamento normal do intestino e pode ajudar a sustentar a microbiota e a função da barreira intestinal. No entanto, mais fibra não é necessariamente melhor para todas as pessoas, sobretudo quando é aumentada de forma rápida.


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Gases, distensão abdominal e alterações temporárias do trânsito podem ocorrer quando se introduzem muitas fibras fermentáveis de uma só vez. Alguns alimentos ricos em inulina, FOS e outros hidratos de carbono fermentáveis também são ricos em FODMAPs, que podem ser mal tolerados por algumas pessoas com síndrome do intestino irritável. Uma dieta de exclusão ou restrição não deve ser iniciada sem orientação de um profissional de saúde.

Que alimentos têm mais fibras fermentáveis?

Não existe uma classificação única dos alimentos mais fermentáveis: a quantidade de fibra, o estado de maturação, a preparação e a tolerância individual fazem diferença. Ainda assim, estes grupos são fontes importantes:

  • Leguminosas: feijão, lentilhas, grão-de-bico e ervilhas fornecem fibra e, em alguns casos, amido resistente. Comece com pequenas porções se não estiver habituado.
  • Aveia e cevada: contêm beta-glucanos, fibras solúveis que podem ser fermentadas pela microbiota.
  • Fruta: maçãs, citrinos e outras frutas fornecem pectina. A composição varia conforme a fruta e o grau de maturação.
  • Vegetais ricos em inulina e FOS: alcachofra, espargos, cebola, alho e alho-francês podem ser bastante fermentáveis, mas também podem provocar sintomas em pessoas sensíveis.
  • Chicória: a raiz de chicória é uma fonte concentrada de inulina e é frequentemente utilizada em produtos com fibra adicionada.
  • Banana pouco madura: pode fornecer amido resistente; à medida que amadurece, este amido tende a diminuir.
  • Batata, arroz ou massa cozinhados e arrefecidos: o arrefecimento pode aumentar parte do amido resistente, embora o efeito dependa da preparação e da quantidade ingerida.

Como aumentar a fibra sem desconforto

  1. Aumente devagar: adicione um alimento rico em fibra de cada vez ou aumente gradualmente a porção ao longo de vários dias.
  2. Varie as fontes: combine cereais integrais, fruta, hortícolas, leguminosas, frutos secos e sementes, de acordo com a tolerância.
  3. Beba líquidos adequados: a hidratação ajuda a fibra a desempenhar o seu papel no trânsito intestinal, salvo indicação médica em contrário.
  4. Observe a resposta: registe o alimento, a porção e os sintomas, sem interpretar uma reação isolada como diagnóstico.
  5. Procure orientação: se houver dor persistente, perda de peso inexplicada, sangue nas fezes, vómitos ou alterações prolongadas do trânsito, fale com um profissional de saúde.

Como saber se um alimento está a fermentar no intestino?

A fermentação ocorre no cólon e não pode ser confirmada apenas pelos sintomas. Gases, borborigmos, sensação de distensão ou alterações do trânsito podem surgir quando as bactérias utilizam uma fibra, mas também podem ter outras causas. A ausência de sintomas não significa que não exista fermentação.

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Se os sintomas forem intensos, persistentes, estiverem a piorar ou interferirem com a alimentação, procure avaliação clínica. Evite retirar vários grupos de alimentos sem acompanhamento, porque isso pode reduzir desnecessariamente a variedade da dieta.

Que fibras não fermentam ou fermentam menos?

A fermentabilidade varia num contínuo: poucas fibras são absolutamente não fermentáveis. Algumas fibras insolúveis, especialmente as que contêm lignina, tendem a ser fermentadas lentamente ou em pequena quantidade. Exemplos incluem:

  • Farelo de trigo: é predominantemente insolúvel e costuma ter fermentação limitada.
  • Celulose: presente nas paredes celulares de muitos vegetais, cascas e cereais integrais, é geralmente pouco fermentável no intestino humano.
  • Parte da fibra de frutos secos e sementes: pode ser relativamente resistente à fermentação, embora estes alimentos também contenham componentes fermentáveis.

Estas fibras contribuem sobretudo para o volume das fezes e o trânsito intestinal. Uma alimentação equilibrada inclui normalmente uma combinação de fibras mais e menos fermentáveis, em vez de procurar eliminar completamente um dos grupos.

O papel de Eubacterium na fermentação

Eubacterium é um género de bactérias anaeróbias encontrado no intestino. Algumas espécies conseguem utilizar fibras e participar na produção de butirato e de outros metabolitos. No entanto, a atividade e a presença destas bactérias variam entre pessoas, e não é adequado concluir o estado de saúde intestinal apenas pela presença ou ausência de um género bacteriano num teste de microbiota.


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A melhor forma geral de apoiar uma microbiota diversificada é manter uma alimentação variada, com fontes adequadas de fibra, juntamente com sono, atividade física e outros hábitos de saúde. Alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir, chucrute e kimchi, podem fazer parte da alimentação de algumas pessoas, mas não substituem tratamento médico nem garantem um efeito específico na microbiota.

Perguntas frequentes sobre fibras fermentáveis

O que é a fermentação da fibra?

É o processo pelo qual bactérias do cólon utilizam determinados componentes da fibra que não foram digeridos no intestino delgado. Esse processo pode produzir AGCC e gases.

Que alimentos têm mais fibra fermentável?

Leguminosas, aveia, cevada, alcachofra, espargos, cebola, alho, chicória e banana pouco madura estão entre as fontes alimentares relevantes. A fermentabilidade real depende da porção, da preparação e da tolerância individual.

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Como saber se a comida está a fermentar no intestino?

Gases, ruídos intestinais e distensão podem acompanhar a fermentação, mas não a comprovam. Sintomas persistentes ou preocupantes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Que fibra não fermenta no intestino?

Fibras com muita lignina e algumas fibras insolúveis, como parte da celulose e do farelo de trigo, tendem a fermentar pouco. Ainda assim, a maioria das fibras apresenta algum grau de fermentabilidade.

A fibra fermentável é adequada para toda a gente?

As necessidades e a tolerância variam. Se tem sintomas digestivos, uma doença diagnosticada ou segue uma dieta restritiva, peça aconselhamento individualizado antes de fazer alterações significativas.

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