How to check your gut microbiome? - InnerBuddies

Como verificar o microbioma intestinal?

Descubra métodos eficazes para avaliar a sua microbiota intestinal hoje—aprenda testes simples para fazer em casa e conselhos de especialistas para entender melhor a sua saúde digestiva!
Come verificar o microbioma intestinal? Este guia explica, em linguagem clara e baseada em ciência, como avaliar o gut microbiome, quais testes existem, como recolher amostras e interpretar relatórios, e como transformar dados em ações práticas. Responde a dúvidas comuns sobre a ligação entre intestino, imunidade e saúde mental, descreve benefícios e limitações dos testes atuais e mostra quando procurar apoio profissional. Inclui estratégias dietéticas, probióticos, prebióticos e hábitos de vida para otimizar a diversidade bacteriana. Se procura uma abordagem estruturada para compreender o seu intestino e tomar decisões informadas sobre saúde digestiva, metabolismo, pele e bem-estar psicológico, vai encontrar aqui um roteiro completo, com sugestões de testes em casa, perguntas frequentes e recomendações úteis.

Quick Answer Summary

  • O microbioma intestinal é um ecossistema de microrganismos que influencia digestão, imunidade, metabolismo e saúde mental.
  • Testes de fezes por sequenciação (16S rRNA, shotgun metagenómica) identificam bactérias e funções; são os métodos mais usados em casa.
  • Recolha típica: amostra de fezes com zaragatoa ou colher, dentro de tubo com preservante; enviar por correio.
  • Diversidade e equilíbrio entre grupos bacterianos chave (ex.: Firmicutes/Bacteroidetes) são indicadores importantes.
  • Resultados orientam ajustes dietéticos, probióticos e prebióticos; repetir teste em 8–12 semanas mede progresso.
  • Útil na gestão de inchaço, alterações do trânsito, intolerâncias, pele, fadiga e humor, mas não substitui diagnóstico médico.
  • Limitações: grande variabilidade individual, base de evidência ainda emergente, nem todas as alegações têm prova robusta.
  • Escolha laboratórios com validação científica, relatórios claros e apoio de profissionais.
  • Para conveniência, considere um teste do microbioma em casa com orientação nutricional.
  • Ação prática: aumente fibras variadas, introduza alimentos fermentados, durma melhor, mova-se e reduza o stress.

Introdução

O microbioma intestinal, frequentemente designado gut microbiome na literatura internacional, é o conjunto de trilhões de microrganismos que habita o nosso trato gastrointestinal e desempenha papéis essenciais na digestão, na síntese de vitaminas, na proteção contra patógenos e na modulação do sistema imunitário. Nos últimos anos, a ciência expôs de forma convincente a relevância desse ecossistema para a nossa saúde global, relacionando-o com doenças metabólicas, inflamação crónica de baixo grau, saúde cutânea, performance cognitiva e até o humor. Diante deste panorama, verificar o microbioma intestinal tornou-se uma ferramenta atrativa para pessoas que procuram compreender melhor sintomas digestivos persistentes, personalizar a alimentação e otimizar o bem-estar. Este artigo detalha como funcionam os testes do microbioma, o que medem, como interpretar os resultados e, sobretudo, como traduzi-los em mudanças úteis e seguras no dia a dia. Vamos abordar os diferentes tipos de análise (16S rRNA, metagenómica shotgun, metabolómica fecal), a qualidade metodológica, a comparabilidade entre relatórios e as limitações científicas atuais para que as suas expectativas sejam realistas. Também exploramos a ligação intestino-cérebro e as implicações para ansiedade, stress e depressão, bem como precauções na utilização de probióticos e prebióticos. Se deseja avançar com um teste em casa, serviços com foco educacional e apoio profissional, como os disponibilizados pela InnerBuddies, podem facilitar a experiência de ponta-a-ponta, desde a recolha até à ação. Ao final, encontrará um conjunto de perguntas frequentes e as principais palavras-chave para orientar futuras pesquisas e conversas com profissionais de saúde.

1. Microbioma intestinal e o seu papel na saúde

O microbioma intestinal é composto por bactérias, arqueias, vírus e fungos que colonizam o intestino, formando um ecossistema dinâmico e sensível ao que comemos, ao nosso ambiente, aos medicamentos (especialmente antibióticos) e ao estilo de vida. Bactérias dos géneros Bifidobacterium, Lactobacillus, Faecalibacterium, Akkermansia e outras desempenham papéis centrais, como fermentar fibras para produzir ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), incluindo butirato, acetato e propionato. Estes metabolitos nutrem o epitélio intestinal, reforçam a barreira mucosa, regulam a inflamação e influenciam vias metabólicas que afetam a sensibilidade à insulina e o controlo do apetite. Um microbioma diversificado e funcionalmente robusto tem sido associado a menor risco de doenças inflamatórias, melhor equilíbrio glicémico e maior resiliência face a agressões externas. Em contrapartida, disbiose — um desequilíbrio na composição ou função microbiana — pode associar-se a sintomas como distensão, gases, dor abdominal, alternância entre obstipação e diarreia, fadiga e alterações de humor. A comunicação bidirecional entre intestino e cérebro, através do eixo intestino-cérebro, ocorre por meio de neurotransmissores, AGCC, o nervo vago e citoquinas. Assim, o estado do microbioma pode influenciar ansiedade e humor, embora os mecanismos exatos e a força dessas relações variem entre indivíduos. Mais do que listas de “bactérias boas ou más”, importa compreender que contextos diferentes favorecem perfis diferentes; a dieta mediterrânica rica em fibras, por exemplo, promove uma ecologia que tende a ser anti-inflamatória. Verificar o microbioma não é um fim em si mesmo, mas um ponto de partida para intervenções personalizadas, alinhadas com fatores como objetivos de saúde, preferências alimentares e histórico clínico. Com os dados corretos e uma análise cuidadosa, o microbioma torna-se uma alavanca prática e mensurável para apoiar melhorias sustentáveis na saúde geral.

2. Como funciona o teste do microbioma intestinal

Os testes do microbioma intestinal baseiam-se, na maior parte, na análise de DNA microbiano presente nas fezes, refletindo os habitantes e, em certa medida, as funções metabólicas do ecossistema intestinal. Os dois métodos mais comuns são: (1) sequenciação do gene 16S rRNA, que identifica géneros bacterianos (por vezes espécies) através de regiões hipervariáveis deste gene; e (2) metagenómica shotgun, que sequencia fragmentos de todo o DNA microbiano, proporcionando resolução mais fina (até espécie/estirpe) e inferência funcional mais robusta (capacidade de produzir butirato, metabolizar polifenóis, sintetizar vitaminas, entre outras vias). Alguns serviços complementam com metabolómica fecal (p. ex., quantificação de AGCC, pH, amónia) para captar o “que as bactérias fazem”, além de “quem está lá”. A recolha é simples: utiliza-se uma zaragatoa ou colher para transferir uma pequena porção de fezes para um tubo com solução estabilizadora; a amostra fica estável à temperatura ambiente por tempo limitado, e é devolvida por correio ao laboratório. O relatório resultante apresenta métricas como diversidade alfa (ex.: Shannon, Simpson), diversidade beta (comparação com uma referência), taxa de certas espécies com potencial benefício (Faecalibacterium prausnitzii, Akkermansia muciniphila) e presença de microrganismos oportunistas em níveis acima do esperado. Pode incluir pontuações de “equilíbrio” e recomendações baseadas em evidência para aumentar fibras específicas (inulina, FOS, GOS), polifenóis (frutos vermelhos, chá verde), alimentos fermentados (iogurte, kefir, chucrute), bem como sugestões sobre quando considerar um probiótico. Serviços orientados ao consumidor, como os testes em casa disponibilizados pela InnerBuddies, simplificam o processo com instruções claras e relatórios interpretáveis, permitindo-lhe decidir as próximas medidas com mais confiança. Se pretende um ponto de partida prático, um kit de teste do microbioma com orientação nutricional pode ser a forma mais direta de converter dados em ação.

3. Benefícios de realizar testes do microbioma

Realizar um teste do microbioma fornece um retrato personalizado do seu ecossistema intestinal, revelando padrões que frequentemente não são evidentes apenas pelos sintomas. Um benefício central é a identificação de disbiose funcional, como baixa abundância de produtores de butirato, que pode estar ligada a maior permeabilidade intestinal e inflamação. Este tipo de informação direciona intervenções mais precisas: por exemplo, aumentar amido resistente (banana verde, batata arrefecida) e leguminosas pode favorecer butirato; polifenóis de frutos vermelhos e cacau podem apoiar Akkermansia; fibras solúveis e insolúveis, combinadas, tendem a melhorar a diversidade. Outro benefício é a personalização de dietas e escolhas de probióticos: algumas pessoas respondem melhor a Bifidobacterium longum para conforto digestivo e humor, outras a Lactobacillus rhamnosus para suporte imunitário; perfis com tendência a gases e distensão podem beneficiar de introduções graduais para evitar desconforto. Os testes também ajudam a contextualizar queixas extraintestinais: alterações cutâneas, fadiga, dores articulares e variações de humor podem estar relacionadas a perfis microbianos pró-inflamatórios, ainda que não determinem diagnóstico. Em indivíduos com alergias ou intolerâncias, o relatório pode orientar uma reintrodução mais estratégica, privilegiando prebióticos bem tolerados e alimentos fermentados específicos. Para atletas e pessoas focadas em performance, o microbioma pode influenciar recuperação e produção de metabolitos que modulam a percepção de esforço. Por fim, a repetição do teste em intervalos de 2–4 meses permite medir a evolução após mudanças na alimentação, sono, atividade física e gestão do stress, promovendo um ciclo virtuoso de ajustes informados. Embora não substitua avaliação médica quando há sinais de alarme (sangue nas fezes, perda de peso inexplicada, febre persistente), o teste complementa a medicina preventiva, orientando escolhas mais adequadas ao seu contexto biológico.

4. Como interpretar os resultados do seu teste do microbioma

Interpretar um relatório de microbioma exige olhar além de uma “lista de bactérias boas e más”. Primeiro, avalia-se a diversidade: em geral, maior diversidade associa-se a resiliência e à capacidade de processar uma variedade mais ampla de fibras e polifenóis. No entanto, diversidade por si só não é tudo; a presença de produtores de butirato (p. ex., Faecalibacterium, Roseburia) é particularmente valiosa para a integridade da mucosa e a regulação imunitária. Outra métrica útil é a abundância de Akkermansia, associada à saúde da camada mucosa e ao metabolismo energético; níveis muito baixos podem inspirar aumentar polifenóis e mucopolissacarídeos (p. ex., casca de psyllium, sementes de linhaça). Repare também em potenciais oportunistas: a sua presença não é necessariamente patológica, mas percentagens elevadas com sintomas compatíveis podem justificar intervenções dietéticas, probióticos direcionados e, nalguns casos, avaliação clínica adicional. Muitos relatórios fornecem inferências funcionais; por exemplo, capacidade reduzida de fermentar fibras sugere apostar em prebióticos como inulina, FOS, GOS e amido resistente, introduzidos de forma gradual. Se o seu relatório sugere baixa produção de butirato, foque-se em leguminosas, tubérculos arrefecidos, cereais integrais e vegetais ricos em fibras, e considere alimentos fermentados para diversificar o ecossistema. Quanto a probióticos, prefira estirpes bem estudadas e introduza uma de cada vez, monitorizando tolerância por 2–4 semanas. Os relatórios também podem correlacionar perfis com tendências de sintomas; use-os como guias, não como rótulos definitivos. Considere repetir o teste após 8–12 semanas de mudanças consistentes para avaliar resposta. Se sentir dificuldades na leitura do documento, procure apoio de nutricionistas ou médicos com experiência em microbioma. Ferramentas com suporte interpretativo, como o teste do microbioma da InnerBuddies com aconselhamento, facilitam traduzir ciência em recomendações práticas e seguras, mantendo expectativas realistas sobre o que estes dados podem e não podem dizer.

5. Impacto do microbioma na saúde mental

A ligação entre microbioma intestinal e saúde mental opera por meio de múltiplas vias: produção de neurotransmissores (como GABA e serotonina), modulação do sistema imunitário e comunicação neuro-hormonal pelo eixo intestino-cérebro. Estudos observacionais e ensaios clínicos sugerem que alterações na composição e na função microbiana podem influenciar ansiedade, humor e resposta ao stress, ainda que a magnitude dos efeitos varie. Certas estirpes probióticas, por exemplo Bifidobacterium longum 1714 ou Lactobacillus rhamnosus JB-1, foram estudadas como “psicobióticos”, mostrando potencial em reduzir indicadores de stress e melhorar a reatividade emocional, mas nem todos respondem da mesma forma e a qualidade das evidências é heterogénea. A dieta também exerce grande impacto: um padrão mediterrânico, rico em fibras, polifenóis e gorduras insaturadas, tende a apoiar perfis microbianos associados a menor inflamação sistémica, fator relevante em depressão e fadiga. Em contrapartida, consumo elevado de ultraprocessados, álcool excessivo e privação de sono podem desfavorecer a diversidade e aumentar metabolitos pró-inflamatórios. O teste do microbioma pode ajudar a captar baixa abundância de produtores de butirato, disbiose com tendência inflamatória e perfis ligados a sensibilidade intestinal e ansiedade agravada. A intervenção deve ser holística: introduzir fibras gradualmente, consumir alimentos fermentados tolerados, gerir stress com técnicas baseadas em evidência (mindfulness, exercício, exposição à luz natural), normalizar horários de sono e limitar cafeína tardia. Reavaliar o microbioma após algumas semanas permite ver se as mudanças se refletem na ecologia intestinal e, indiretamente, no bem-estar psicológico. É vital reforçar que o microbioma é uma peça do puzzle: tempo de qualidade, apoio social, terapia psicológica e, quando indicado, intervenção médica, são componentes igualmente importantes. Para quem procura orientação estruturada, um teste da flora intestinal com reporte claro e plano nutricional pode acelerar a aplicação de estratégias eficazes, respeitando intolerâncias e preferências individuais.

6. Considerações éticas e limitações dos testes de microbioma

Apesar do entusiasmo, os testes de microbioma têm limitações que devem ser transparentemente comunicadas. Em primeiro lugar, a variabilidade interindividual é enorme, condicionada por genética, dieta, ambiente e medicamentos, pelo que “valores ideais” são faixas de referência, não metas absolutas. Em segundo lugar, a composição fecal é um proxy da ecologia intestinal, mas não capta integralmente o microbioma da mucosa e pode variar com o momento da recolha. Terceiro, correlação não é causalidade: a presença ou ausência de uma espécie não prova, por si só, que seja a causa do sintoma; a interpretação deve integrar sinais clínicos e outros exames quando necessário. Em quarto, a padronização metodológica entre laboratórios ainda é desigual; diferenças no pipeline (extração de DNA, plataforma de sequenciação, base de dados) afetam a comparabilidade de relatórios. Serviços responsáveis publicam os métodos de análise, validam a reprodutibilidade e evitam promessas exageradas. A privacidade é outro ponto central: dados de microbioma são sensíveis; confirme como são armazenados, anonimizados e se tem controlo sobre a eliminação. No âmbito de ética clínica, testes diretos ao consumidor devem incentivar os utilizadores a procurarem aconselhamento profissional para sintomas de alarme e evitar interpretações que substituam diagnóstico médico. Ainda assim, quando bem enquadrados, estes testes capacitam os utilizadores com dados úteis para decisões de estilo de vida e nutrição, fomentando prevenção e autoconhecimento. O equilíbrio está em combinar acessibilidade com rigor, promovendo educação, transparência metodológica e recomendações alinhadas com a evidência. Se optar por um serviço, valorize suporte pós-teste, clareza na comunicação e atualizações à luz de avanços científicos. Plataformas como a InnerBuddies têm procurado integrar ciência de ponta com relatórios pedagógicos, criando um caminho prático para transformar resultados em rotinas concretas, sem descurar os limites do conhecimento atual nem a necessidade de acompanhamento quando indicado.

7. Como tomar ações baseadas nos resultados do seu teste

Traduzir o relatório do microbioma em ação começa por estabelecer prioridades baseadas em dados e sintomas. Se a diversidade está baixa, planeie aumentar gradualmente a ingestão de fibras totais para 25–35 g/dia, priorizando variedade: leguminosas, tubérculos, cereais integrais, frutos, verduras, sementes e frutos secos. Se a capacidade de produção de butirato é reduzida, destaque amido resistente (banana verde, aveia arrefecida, batata/arroz cozinhados e arrefecidos), e associe prebióticos como inulina, FOS e GOS, introduzidos em doses pequenas para minimizar gases. Para apoiar Akkermansia, incorpore polifenóis (frutos vermelhos, romã, chá verde) e fontes de mucilagem (psyllium). Se oportunistas estão elevados, reequilibre o ambiente com fibras e polifenóis, limite açúcares livres e álcool, e considere probióticos com evidência para o seu objetivo específico, sob orientação profissional. Não negligencie os pilares comportamentais: 7–9 horas de sono regular, atividade física moderada (150–300 minutos/semana), treino de força 2–3 vezes/semana e gestão do stress (respiração, contacto com a natureza, rotinas digitais com limites). Em quadros de sensibilidade intestinal, uma fase breve e supervisionada de redução de FODMAPs pode acalmar sintomas, seguida de reintrodução progressiva para restaurar diversidade. Monitorize sintomas, energia, humor, trânsito intestinal e marque um reteste entre 8–12 semanas para avaliar mudanças na ecologia. Ajuste com base em dados, evitando mudanças múltiplas em simultâneo que dificultem perceber o que funcionou. Se precisa de apoio estruturado, um teste do microbioma com aconselhamento nutricional individualizado ajuda a criar um plano faseado, respeitando objetivos, preferências e restrições, aumentando a probabilidade de adesão e resultados sustentáveis ao longo do tempo.

8. Casos de sucesso e depoimentos

Embora cada microbioma seja único, padrões práticos emergem quando combinamos dados com mudanças bem planeadas. Um exemplo frequente é o de pessoas com distensão pós-prandial e trânsito irregular que apresentam baixa abundância de produtores de butirato e consumo reduzido de fibras fermentáveis. Ao introduzir, de forma graduada, aveia arrefecida, leguminosas demolhadas e cozidas, banana verde e sementes de linhaça, associando alimentos fermentados tolerados (kefir caseiro filtrado, chucrute), muitos reportam redução de gases e melhor consistência das fezes em 3–6 semanas. Outro padrão: perfis com Akkermansia baixa e sintomas de fome reativa beneficiam do aumento de polifenóis (frutos vermelhos, cacau puro, chá verde), controlo de janelas de alimentação e reforço de proteínas e fibras nas refeições, o que pode melhorar saciedade. Em pessoas com stress crónico e sono irregular, a combinação de higiene do sono, rotinas de exposição à luz, caminhada diária e psicobióticos bem escolhidos associou-se, em relatos, a menor reatividade ao stress e melhorias subjetivas de humor. Há também casos de pele reativa que mostraram progressos com dieta anti-inflamatória, aumento de fibras solúveis e reteste indicou subida de diversidade. Em todos, a chave foi introduzir mudanças progressivas, monitorizar e personalizar. Serviços com bom suporte interpretativo, como os da InnerBuddies, tendem a facilitar adesão e consistência, fatores decisivos para resultados. Lembre-se: os “sucessos” partilham princípios, mas não são prescrição universal. O sucesso mais sustentável é o que respeita a sua biologia, o seu contexto e o seu ritmo, guiado por dados, bom senso e, quando preciso, profissionais qualificados.

9. Conclusão

Verificar o microbioma intestinal é uma forma poderosa de transformar curiosidade em conhecimento prático sobre a sua saúde digestiva e sistémica. Os testes atuais permitem identificar tendências de diversidade, potenciais capacidades metabólicas e oportunidades de intervenção dietética e comportamental com base em evidência. Embora existam limitações — variabilidade individual, lacunas de causalidade e diferenças metodológicas entre laboratórios —, um processo bem conduzido, com expectativas realistas e apoio profissional, pode melhorar sintomas, bem-estar e literacia em saúde. A abordagem mais eficaz combina dados com consistência: fibras variadas, alimentos fermentados tolerados, sono de qualidade, movimento regular e gestão do stress, medindo progresso com retestes estratégicos. Se procura uma opção em casa, com relatório claro e orientação, explore um microbioma teste com aconselhamento nutricional. O futuro trará maior padronização e novas métricas funcionais, mas já hoje é possível usar o gut microbiome como bússola para escolhas mais inteligentes e sustentáveis, centradas em si e na sua realidade quotidiana.

Key Takeaways

  • O microbioma influencia digestão, imunidade, metabolismo e humor; diversidade e função são cruciais.
  • Testes 16S e metagenómica “shotgun” identificam composição e inferem funções relevantes.
  • Relatórios orientam fibras específicas, polifenóis, fermentados e probióticos direcionados.
  • Repetir o teste em 8–12 semanas mede a resposta às mudanças.
  • Limitações existem; use os resultados como guia, não como diagnóstico.
  • Pilares de estilo de vida potencializam os efeitos: sono, movimento, stress.
  • Serviços com suporte interpretativo facilitam transformar dados em ação.
  • Escolha testes com transparência metodológica e privacidade robusta.

Q&A Section

1) O que é exatamente um teste do microbioma intestinal?
É uma análise da composição microbiana das fezes, tipicamente por sequenciação genética, que estima quais bactérias estão presentes e que funções metabólicas podem desempenhar. Ajuda a identificar padrões de diversidade, potenciais desequilíbrios e oportunidades de intervenção dietética. Não é um diagnóstico médico, mas uma ferramenta de apoio à decisão.

2) 16S rRNA e metagenómica: qual devo escolher?
O 16S rRNA é geralmente mais acessível e fornece boa visão ao nível de género; a metagenómica oferece maior resolução, incluindo potenciais funções. Se procura um primeiro retrato, 16S pode bastar; para perguntas mais específicas, metagenómica é preferível. A escolha depende do orçamento, objetivos e necessidade de detalhe.

3) Como devo preparar-me antes de recolher a amostra?
Mantenha a sua rotina alimentar habitual durante alguns dias para que o retrato seja representativo. Evite alterar suplementos ou probióticos imediatamente antes, salvo indicação profissional. Siga estritamente as instruções do kit para evitar contaminações ou atrasos no envio.

4) Os resultados são “bons” ou “maus”?
Raramente são binários; mostram tendências face a populações de referência. Uma menor diversidade pode sugerir oportunidades de melhoria, mas o contexto clínico e sintomático é determinante. Foque-se em ações práticas alinhadas com as métricas e reavalie após implementar mudanças.

5) O teste deteta patógenos perigosos?
Alguns relatórios indicam níveis elevados de oportunistas, mas não substituem testes clínicos para patógenos. Se existem sinais de alarme (febre, sangue nas fezes, perda de peso), procure avaliação médica. O teste do microbioma é sobretudo ecológico e funcional.

6) Posso usar os resultados para escolher probióticos?
Sim, mas com critério. Prefira estirpes estudadas para o seu objetivo (por exemplo, conforto digestivo, imunidade, humor) e introduza uma de cada vez, monitorizando tolerância. Integre sempre com alimentação rica em fibras e polifenóis para sustentar as mudanças.

7) As mudanças dietéticas funcionam rapidamente?
Algumas adaptações surgem em 2–4 semanas (gases, distensão, trânsito), mas mudanças estruturais na ecologia podem exigir 8–12 semanas. Introduza alterações graduais e consistentes. Retestar ajuda a confirmar se a direção é a esperada.

8) Devo eliminar grupos alimentares inteiros?
Geralmente, não. Estratégias de exclusão podem ser úteis por períodos curtos em sintomas mais intensos, mas o objetivo é reintroduzir para preservar diversidade. Uma dieta ampla e colorida favorece um microbioma resiliente.

9) O microbioma afeta a saúde mental?
Existe comunicação bidirecional pelo eixo intestino-cérebro, com estudos a sugerir impacto em ansiedade e humor. A magnitude é variável e multifatorial. Intervenções combinadas em dieta, sono, movimento e gestão de stress tendem a oferecer melhores resultados.

10) Com que frequência devo repetir o teste?
Após mudanças relevantes, 8–12 semanas é uma janela prática para captar tendências. Em manutenção, 1–2 vezes por ano pode ser suficiente. Adapte à gravidade dos sintomas e aos objetivos pessoais.

11) Crianças e idosos podem fazer o teste?
Podem, com instruções apropriadas e consulta prévia quando existem condições médicas. Perfis mudam com a idade e contexto, pelo que a interpretação requer cuidado adicional. O enfoque deve ser sempre segurança e adequação nutricional.

12) Onde posso adquirir um teste fiável em Portugal?
Opte por serviços com transparência metodológica, relatórios claros e apoio profissional. Uma solução prática é um teste do microbioma em casa com aconselhamento nutricional, que facilita a passagem de dados a plano de ação. Verifique também as políticas de privacidade e suporte pós-teste.

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gut microbiome; microbioma intestinal; teste do microbioma; flora intestinal; metagenómica; 16S rRNA; diversidade bacteriana; butirato; prebióticos; probióticos; alimentos fermentados; AGCC; Akkermansia; Faecalibacterium; disbiose; eixo intestino-cérebro; plano alimentar; InnerBuddies; teste em casa; nutrição personalizada.

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