How to treat IBS in pregnancy? - InnerBuddies

Como gerir a síndrome do intestino irritável durante a gravidez?

Descubra estratégias eficazes para gerir e aliviar os sintomas de SII com segurança durante a gravidez. Aprenda dicas de especialistas e tratamentos para garantir o seu conforto e bem-estar, promovendo uma gravidez mais saudável.

Este artigo explica como gerir a síndrome do intestino irritável (IBS) durante a gravidez com segurança e bom senso clínico. Vai aprender o que distingue o IBS de outros problemas gastrointestinais na gestação, porque os sintomas variam tanto entre mulheres, como o microbioma intestinal influencia o conforto digestivo e quando considerar testes que ajudam a personalizar estratégias. O tema importa porque o IBS na gravidez pode afetar o bem‑estar diário, a nutrição e a qualidade do sono, e requer soluções seguras para a mãe e o bebé.

Introdução

Compreendendo a importância do tema: IBS durante a gravidez

A Síndrome do Intestino Irritável (IBS, do inglês Irritable Bowel Syndrome) é um distúrbio funcional do intestino caracterizado por dor ou desconforto abdominal recorrente, alterações do trânsito intestinal (diarreia, obstipação ou padrão misto), distensão abdominal e sensação de evacuação incompleta. Embora o IBS possa existir antes da conceção, muitas mulheres notam alterações nos sintomas durante a gravidez devido a mudanças hormonais, mecânicas e comportamentais. A prevalência estimada de IBS na população geral adulta é de 5–10%, e parte destas mulheres estará grávida em algum momento, tornando o tema relevante na prática clínica.

A gravidez exige atenção particular ao IBS, porque o tratamento deve privilegiar intervenções seguras para o feto, evitando fármacos potencialmente contraindicados, e porque o conforto digestivo influencia a ingestão alimentar, o estado nutricional, o humor e o sono maternos. Além disso, a saúde intestinal materna interage com o sistema imunitário e com o eixo intestino‑cérebro, podendo repercutir-se no bem‑estar geral, e, indiretamente, na experiência da gravidez.

O objetivo do artigo

Este artigo oferece uma visão detalhada e responsável sobre como gerir o IBS na gravidez, integrando o que a ciência atual sabe sobre o papel do microbioma intestinal na origem e modulação dos sintomas. Também esclarece quando e por que motivo a avaliação do microbioma pode acrescentar informação útil para decisões mais personalizadas, ajudando a orientar escolhas alimentares, uso prudente de fibras, prebióticos e probióticos, e a monitorização ao longo da gestação.

1. O que é a Síndrome do Intestino Irritável na Gravidez?

Definição e principais características

O IBS é um diagnóstico clínico baseado em critérios sintomáticos (como os critérios de Roma), após exclusão de doenças estruturais ou inflamatórias que expliquem os sintomas. Na gravidez, os sinais habituais incluem:

  • Dor ou desconforto abdominal recorrente, frequentemente aliviado após evacuação.
  • Alterações do hábito intestinal: diarreia, obstipação ou alternância entre ambas.
  • Distensão/inchaço e sensação de gás excessivo.
  • Sensação de evacuação incompleta, muco nas fezes, urgência ou esforço.

Durante a gestação, estes sintomas podem intensificar‑se ou, em algumas mulheres, melhorar. A progesterona diminui a motilidade gastrointestinal, predispondo à obstipação e ao inchaço; o aumento do volume uterino modifica a motilidade e a dinâmica abdomino‑pélvica; mudanças na dieta, hidratação, rotinas e níveis de atividade física influenciam o trânsito. Ao mesmo tempo, náuseas, refluxo e hipersensibilidade visceral podem confundir o quadro clínico.

Como o IBS difere de outras condições gastrointestinais na gravidez

Vários problemas gastrointestinais são comuns na gestação, mas têm causas e implicações distintas:

  • Refluxo gastroesofágico: azia e regurgitação ácida devido à pressão abdominal e relaxamento do esfíncter esofágico inferior.
  • Hiperémese gravídica: náuseas e vómitos intensos e persistentes com impacto nutricional.
  • Doenças inflamatórias intestinais (DII): doença de Crohn e colite ulcerosa, com inflamação objetiva, sangue visível nas fezes, perda de peso involuntária e marcadores inflamatórios elevados.
  • Intolerâncias alimentares (ex. lactose, frutose) e doença celíaca: sintomas relacionados à ingestão de substratos específicos, com testes de confirmação.

No IBS, não há inflamação orgânica evidente, nem lesões estruturais; trata‑se de uma perturbação funcional com hipersensibilidade visceral e alterações no eixo intestino‑cérebro e no microbioma. Distinguir IBS de outras condições é fundamental para segurança materno‑fetal.

Por que o IBS na gravidez importa?

  • Impacto na qualidade de vida: dor, inchaço e irregularidade intestinal interferem com o apetite, o sono e a mobilidade.
  • Potenciais implicações nutritivas: a aversão alimentar e a restrição de alguns grupos de alimentos podem reduzir a ingestão de fibra, ferro ou outros micronutrientes importantes.
  • Desafios terapêuticos: opções farmacológicas tornam‑se mais limitadas; estratégias não farmacológicas ganham protagonismo.

2. Por que este assunto é crucial para a saúde intestinal e geral?

A ligação entre o IBS na gravidez e a saúde de longo prazo

O IBS está associado a alterações no eixo intestino‑cérebro e a diferenças na composição e função do microbioma. Na gravidez, estas interações ocorrem num contexto fisiológico de mudança imunitária e hormonal. A forma como uma mulher gere os sintomas — desde o cuidado com a dieta e a fibra até a gestão do stress — pode moldar o microbioma e o conforto digestivo ao longo do tempo. Intervenções suaves e adequadas podem reduzir a flutuação sintomática e contribuir para hábitos saudáveis que perduram no pós‑parto.


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Outros sinais e sinais de alerta além do IBS

Nem todos os sintomas intestinais são IBS. Sinais de alarme que justificam avaliação médica rápida incluem: sangue visível nas fezes, febre persistente, perda de peso involuntária, vómitos incoercíveis, dor abdominal progressiva e localizada, diarreia noturna, história familiar de DII, doença celíaca ou cancro colorretal. Sintomas associados como fadiga marcada, ansiedade e alterações marcadas do humor são comuns na gravidez e podem agravar a perceção de dor e urgência; contudo, quando intensos, merecem atenção clínica. Sempre que houver dúvida diagnóstica, é prudente discutir com o obstetra ou gastroenterologista.

3. Variabilidade Individual e a Incerteza na Gestão do IBS na Gravidez

Por que os sintomas variam muito entre as grávidas?

Há grande heterogeneidade na apresentação do IBS. Entre os fatores que explicam a variabilidade destacam‑se:

  • Hormonas: a progesterona reduz a motilidade; o estrogénio interage com perceção de dor e função imunitária.
  • Microbioma: perfis bacterianos distintos metabolizam fibras e açúcares de forma diferente, produzindo mais ou menos gases e ácidos gordos de cadeia curta.
  • Genética e epigenética: polimorfismos que influenciam canais iónicos, barreira intestinal e recetores serotoninérgicos (que modulam motilidade).
  • Estilo de vida: padrões de sono, atividade física, hidratação e gestão do stress.
  • Fatores ambientais: dieta cultural, exposição a antibióticos, infeções gastrointestinais prévias.

A limitação do julgamento apenas pelos sintomas

Alguns sintomas parecem iguais, mas decorrem de mecanismos distintos. Por exemplo, inchaço pode resultar de: excesso de fermentação (disbiose), trânsito lento (obstipação de base), hipersensibilidade visceral, ingestão elevada de polióis ou frutanos, ou mesmo aerofagia associada à ansiedade. Tratar “apenas o sintoma” sem perceber o mecanismo subjacente pode falhar ou até piorar o quadro. É aqui que uma abordagem informada, que considere o perfil individual e, quando apropriado, a avaliação do microbioma, pode acrescentar precisão.

4. O Papel do Microbioma na Saúde do Estômago e Intestino na Gravidez

Como o microbioma influencia o IBS

O microbioma intestinal — o conjunto de microrganismos e respetivos genes — participa na digestão de fibras e polissacarídeos, produz metabolitos (como butirato, propionato e acetato) que modulam a energia do epitélio intestinal e a inflamação, e dialoga com o sistema nervoso entérico. No IBS, estudos apontam para diferenças na abundância relativa de alguns géneros bacterianos, diversidade microbiana e vias metabólicas, o que pode alterar produção de gases, sensibilidade visceral e motilidade.

Como desequilíbrios microbiômicos podem contribuir para o desconforto gastrointestinal

  • Disbiose: menor diversidade e desproporções em bactérias fermentadoras podem aumentar gases e distensão.
  • Barreira intestinal e inflamação de baixo grau: alterações na camada mucosa e sinalização imunitária podem amplificar a hipersensibilidade.
  • Metabolitos bioativos: variações na produção de ácidos gordos de cadeia curta e aminas biogénicas influenciam motilidade e perceção de dor.
  • Eixo intestino‑cérebro: mensageiros microbianos interagem com vias serotoninérgicas e vagais, modulando humor e função gastrointestinal.

Na gravidez, o microbioma passa por mudanças fisiológicas, e a dieta, fibra e probióticos podem modular este ecossistema. Compreender o seu estado individual ajuda a afinar intervenções suaves e seguras.

A importância de entender o microbioma para uma gestão personalizada

Como cada microbioma é único, respostas à mesma dieta ou ao mesmo probiótico variam. Uma mulher pode beneficiar de fibras solúveis específicas; outra, com produção excessiva de gás, pode precisar de reduzir temporariamente certos FODMAPs sob supervisão. Ao entender a composição e as funções microbianas, torna‑se possível delinear estratégias mais direcionadas e, sobretudo, evitar tentativas e erros extensos durante a gravidez.

5. Testes de Microbioma: Como Eles Podem Ajudar na Gestão de IBS na Gravidez

O que um teste de microbioma revela?

Testes de microbioma baseados em sequenciação do DNA microbiano caracterizam a composição relativa de bactérias intestinais e, por vezes, inferem funções metabólicas. Em contexto de IBS na gravidez, estes testes podem indicar:

  • Diversidade e equilíbrio global do ecossistema intestinal.
  • Presença relativa de grupos associados a fermentação intensa de FODMAPs.
  • Perfis ligados à produção de ácidos gordos de cadeia curta (suporte da mucosa e efeito anti‑inflamatório local).
  • Associações exploratórias entre composição microbiana e sintomas autorreportados.

É importante sublinhar que testes do microbioma não substituem diagnóstico médico, nem “tratam” o IBS. Servem para educar, oferecer contexto e apoiar decisões alimentares e de estilo de vida mais individualizadas.

Quem deve considerar realizar um teste de microbioma?

  • Gestantes com sintomas persistentes de IBS apesar de medidas básicas.
  • Mulheres que experienciam agravamento marcado de inchaço, dor ou diarreia/obstipação na gestação.
  • Pessoas que já tentaram intervenções comuns (fibras, ajustes na dieta) sem melhoria clara.
  • Quem deseja compreender melhor o próprio intestino para orientar escolhas seguras e personalizadas.

Se procura um ponto de partida estruturado para conhecer o seu perfil intestinal, pode explorar a opção de um teste de microbioma com orientação alimentar através desta página informativa: teste de microbioma.

Como o teste de microbioma informa estratégias de tratamento mais efetivas?

  • Seleção de fibras: ajustar tipo e dose de fibra solúvel (ex. psyllium) em função da tolerância e do perfil fermentativo.
  • Prebióticos e probióticos: escolher estirpes/misturas com racional baseado no ecossistema atual e objetivos (trânsito, tolerância, conforto).
  • Alimentação: modular grupos de FODMAPs de forma temporária e supervisionada, evitando restrições excessivas durante a gravidez.
  • Monitorização: reavaliar sintomas e, se necessário, repetir análise para observar tendências ao longo do tempo.

6. Quando e por que fazer testes de microbioma: Decisão fundamentada

Recomendações para o momento ideal

Se já tinha IBS antes da conceção, realizar um perfil do microbioma no início da gestação pode ajudar a balizar decisões. Caso os sintomas surjam ou piorem substancialmente no segundo ou terceiro trimestre, o teste pode clarificar possíveis desequilíbrios. Para algumas mulheres, até uma avaliação pré‑concecional fornece uma linha de base útil para comparações futuras. Em todos os cenários, converse com o seu profissional de saúde sobre a pertinência no seu caso.

Decisores que indicam necessidade de avaliação microbiômica

  • Falta de resposta a ajustes simples de dieta, hidratação e fibra.
  • Intolerância marcada a alimentos comuns ou a probióticos generalistas.
  • Interesse em reduzir tentativas e erros com dados personalizados.
  • Desejo de integrar uma abordagem mais científica e segura para si e para o bebé.

Se fizer sentido para a sua situação, pode informar‑se sobre a avaliação do seu ecossistema intestinal e respetivo enquadramento alimentar aqui: conhecer o seu microbioma.

Estratégias práticas e seguras para gerir o IBS durante a gravidez

1) Alimentação equilibrada e centrada na tolerância

  • Fracionar refeições: 4–6 pequenas refeições podem reduzir picos de distensão.
  • Fibras solúveis graduais: o psyllium é frequentemente melhor tolerado. Inicie com dose baixa e aumente lentamente; acompanhe com água.
  • Hidratação adequada: 1,5–2 L/dia, ajustando ao clima e atividade; contribui para o trânsito intestinal.
  • Gorduras moderadas e escolhas simples: refeições muito gordas ou muito condimentadas podem piorar sintomas.
  • Diário alimentar-sintomas: ajuda a reconhecer padrões pessoais sem generalizações.

2) Abordagem FODMAP sob supervisão

Uma redução temporária e dirigida de FODMAPs pode aliviar inchaço e desconforto em algumas pessoas com IBS. Na gravidez, recomenda‑se evitar restrições extensas e prolongadas; a prioridade é a densidade nutricional. Se considerar esta abordagem, faça‑o com acompanhamento profissional, reintroduzindo grupos gradualmente para identificar tolerâncias e minimizar carências.

3) Probióticos e alimentos fermentados

Probióticos específicos podem apoiar o conforto intestinal em algumas mulheres com IBS, embora a resposta seja individual. Estirpes com evidência para sintomas funcionais (por exemplo, algumas combinações de Lactobacillus e Bifidobacterium) são, em geral, consideradas seguras na gravidez; ainda assim, discuta com o seu médico. Iogurte com culturas vivas e kefir podem ser bem tolerados; introduza lentamente e observe sintomas.

4) Movimento suave e sono

  • Atividade de baixo impacto (caminhar, natação, yoga pré‑natal) pode estimular a motilidade e reduzir stress.
  • Higiene do sono: horários regulares, ambiente escuro e fresco; o sono insuficiente intensifica a sensibilidade à dor.

5) Gestão do stress e do eixo intestino‑cérebro

O stress amplifica a hipersensibilidade visceral. Técnicas de respiração, relaxamento muscular progressivo, mindfulness, psicoterapia de apoio ou terapia cognitivo‑comportamental focada no intestino podem reduzir a reatividade ao desconforto. Curiosamente, intervenções no eixo intestino‑cérebro podem ter efeito semelhante ao de mudanças dietéticas na redução de sintomas.

6) Medicação: prudência e individualização

Alguns fármacos usados no IBS fora da gravidez podem não ser adequados na gestação. Em geral, priorize medidas não farmacológicas. Se a medicação for necessária (p.ex., laxantes osmóticos suaves para obstipação, antiespasmódicos com histórico de segurança), a decisão deve ser tomada com o obstetra, ponderando riscos e benefícios. Evite automedicação.

7) Ferro e obstipação

Suplementos de ferro podem agravar a obstipação e o inchaço. Se necessário, pergunte sobre formulações melhor toleradas, fracionamento de doses ou alternativa intravenosa em casos selecionados. Combine com fibra solúvel e hidratação adequadas.

Porque os sintomas não revelam sempre a causa raiz

“Inchaço” pode ser fermentação excessiva, trânsito lento, hipersensibilidade ou aerofagia — mecanismos distintos que exigem respostas diferentes. “Diarreia” pode resultar de malabsorção osmótica, secreção induzida por mediadores, resposta pós‑infecciosa ou desequilíbrio bacteriano. Sem entender o mecanismo, selecionar fibra, probiótico ou mudanças alimentares é, em parte, um palpite. Uma avaliação mais informada — clínica e, quando útil, microbiológica — reduz a incerteza e melhora a relação esforço‑benefício das intervenções.


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Como a avaliação do microbioma proporciona mais clareza

Um perfil do microbioma pode revelar baixa diversidade, dominância de grupos fermentadores específicos ou escassez de produtores de butirato, sugerindo ajustes direcionados. Por exemplo:

  • Se há forte propensão fermentativa, pode ser prudente introduzir fibra solúvel lentamente e avaliar tolerância a prebióticos.
  • Se há baixa abundância de produtores de butirato, priorizar alimentos ricos em amido resistente (banana pouco madura, batata arrefecida) pode ser benéfico, desde que tolerado.
  • Se há desequilíbrios marcantes, considerar probióticos com estirpes específicas e reavaliação clínica.

O objetivo não é “curar” o IBS com um teste, mas sim transformar suposições em hipóteses mais sólidas, encurtando o caminho até um plano seguro, eficaz e personalizado. Se pretende explorar esta via de forma informada, veja os detalhes do perfil do microbioma com orientação alimentar.

Perguntas orientadoras para a sua próxima consulta

  • Quais sinais indicam necessidade de investigação adicional (ex.: análises, sorologias, marcadores inflamatórios)?
  • Que ajustes simples de dieta e fibra posso iniciar de forma segura nesta fase da gestação?
  • Que estirpes/produtos probióticos têm melhor evidência para sintomas funcionais na gravidez?
  • Como monitorizar a evolução (escala de fezes de Bristol, diário de sintomas) sem gerar ansiedade?
  • Em que situações um teste de microbioma pode ser útil para mim?

Planos práticos por fenótipo sintomático (exemplos)

Predomínio de obstipação (IBS‑C) na gravidez

  • Aumente fibra solúvel gradualmente (psyllium), hidrate‑se bem e priorize movimento diário suave.
  • Inclua kiwis, sementes de linhaça moídas e leguminosas bem cozidas, se toleradas.
  • Se necessário, discuta com o médico o uso de laxantes osmóticos suaves.

Predomínio de diarreia (IBS‑D)

  • Evite cafeína em excesso e adoçantes polióis; avalie tolerância a lacticínios.
  • Refeições pequenas e pobres em gordura podem reduzir urgência.
  • Algumas estirpes probióticas podem ajudar; procure aconselhamento profissional.

Padrão misto (IBS‑M)

  • Diário alimentar-sintomas para mapear gatilhos diferentes em dias distintos.
  • Foco em regularidade de horários, hidratação e fibra solúvel ajustada.
  • Trabalhar o eixo intestino‑cérebro (respiração, relaxamento, ritmos de sono).

Segurança primeiro: quando procurar cuidado médico

  • Sangue nas fezes, febre, dor progressiva ou localizada, vómitos persistentes.
  • Perda de peso não intencional, diarreia noturna, sinais de desidratação.
  • História familiar de DII, doença celíaca ou cancro colorretal.
  • Sintomas novos, intensos ou diferentes do padrão habitual.

Na gravidez, a cautela é essencial. Discuta sempre medicações, suplementos e intervenções restritivas com o seu obstetra. A gestão do IBS deve integrar a saúde global da mãe e as necessidades do feto.

Conclusão: Entender o seu Microbioma é Fundamental para uma Gestão Personalizada de IBS na Gravidez

O IBS na gravidez é comum e multifatorial. Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, e a resposta às intervenções varia de mulher para mulher. Ao reconhecer os sinais, excluir bandeiras vermelhas e integrar estratégias seguras — dieta, fibra solúvel, hidratação, movimento, gestão do stress — muitas gestantes alcançam alívio significativo. Compreender o microbioma oferece uma lente adicional para personalizar escolhas e reduzir tentativas e erros. Quando fizer sentido, um teste do seu ecossistema intestinal pode apoiar decisões mais informadas e evolutivas ao longo da gestação e no pós‑parto. Para saber mais sobre esta ferramenta de compreensão pessoal do intestino, consulte esta página de referência: avaliar o seu microbioma intestinal.

Principais pontos a reter

  • IBS na gravidez é frequente e exige estratégias seguras e individualizadas.
  • Hormonas, estilo de vida e microbioma ajudam a explicar a variabilidade dos sintomas.
  • Sintomas iguais podem ter causas diferentes; não confie apenas no “palpite”.
  • Dieta equilibrada, fibra solúvel gradual, hidratação e movimento são pilares.
  • Gestão do stress influencia diretamente o eixo intestino‑cérebro e os sintomas.
  • Probióticos e ajustes de FODMAPs podem ajudar, mas com acompanhamento na gestação.
  • Testes de microbioma não substituem diagnóstico; acrescentam contexto personalizado.
  • Procure avaliação médica perante sinais de alarme ou agravamento súbito.

Perguntas e respostas frequentes

O que é exatamente o IBS e como se diagnostica na gravidez?

O IBS é um distúrbio funcional do intestino definido por dor abdominal recorrente associada a alterações do trânsito, após exclusão de doenças estruturais. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como os de Roma, e deve sempre considerar sinais de alarme que exigem investigação adicional na gravidez.

O IBS piora sempre durante a gravidez?

Não. Algumas mulheres melhoram, outras pioram e muitas oscilam. A variação reflete diferenças hormonais, microbioma, dieta, sono e gestão do stress, além de adaptações físicas ao longo dos trimestres.

Quais são as medidas dietéticas mais seguras para começar?

Fracionar refeições, aumentar fibra solúvel gradualmente (como psyllium), hidratar‑se e moderar gorduras são passos seguros. O diário alimentar-sintomas ajuda a identificar gatilhos pessoais sem recorrer a restrições desnecessárias.

É seguro seguir uma dieta baixa em FODMAPs na gravidez?

Pode ser útil de forma temporária e direcionada, mas requer orientação profissional para evitar carências nutricionais. A prioridade é manter densidade de nutrientes adequada para a mãe e o bebé.

Posso usar probióticos na gravidez para IBS?

Determinadas estirpes probióticas têm um perfil de segurança geralmente favorável, mas a resposta é individual. Discuta opções com o seu médico e introduza um produto de cada vez, monitorizando tolerância e sintomas.

Como o microbioma influencia os sintomas do IBS?

Alterações na composição e função bacteriana podem aumentar gases, modular inflamação de baixo grau e afetar a motilidade e a perceção da dor. Isso ajuda a explicar por que as respostas a fibras, prebióticos e probióticos variam.

O que um teste de microbioma pode acrescentar no meu caso?

Oferece um retrato do seu ecossistema intestinal, incluindo diversidade e desequilíbrios relativos. Esses dados podem orientar escolhas de fibra, alimentos e probióticos, reduzindo tentativas e erros, embora não substituam o diagnóstico médico.

Quando devo procurar um gastroenterologista?

Se houver sangue nas fezes, febre, perda de peso, diarreia noturna, dor progressiva, vómitos persistentes ou história familiar relevante. Também se os sintomas forem intensos, novos ou resistentes às medidas básicas.

Como gerir obstipação associada ao ferro?

Considere fracionar doses, discutir formulações com melhor tolerância e reforçar fibra solúvel e hidratação. Em casos selecionados, o médico pode propor alternativas, sempre ponderando riscos e benefícios.

O stress pode agravar o IBS na gravidez?

Sim. O eixo intestino‑cérebro é muito sensível ao stress, que pode amplificar a hipersensibilidade visceral e perturbar a motilidade. Técnicas de relaxamento, respiração e suporte psicológico são frequentemente úteis.

Após o parto, os sintomas de IBS tendem a mudar?

É comum haver nova adaptação por causa de alterações hormonais, do sono e da rotina. Muitas estratégias da gravidez continuam válidas, e uma abordagem personalizada permanece central.

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